sábado, 8 de março de 2014

ÚLTIMA PENA DE MORTE APLICADA NO BRASIL


       Fogueira, esmagamento, decapitação, fuzilamento, eletrocução, garrote vil, apedrejamento e enforcamento são alguns dos métodos utilizados na execução por pena capital, também conhecida como pena de morte. Os desavisados de plantão que acreditam que a última execução judicial no Brasil ocorreu em Macaé, então província do Rio de Janeiro, no dia 6 de março de 1855, com o enforcamento do fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, saibam que o presente texto contradiz esse mito.
       Logo rumaram em direção ao Sítio Bonga, para ali fazerem o mesmo com a esposa de João Lima, Josefa Martha de Lima. Chamaram-na e, quando ela abriu a porta, desfecharam-lhe um golpe de punhal no lado esquerdo do peito e a assassinaram a pancadas. Pouco antes, o escravo Prudêncio tinha ido à residência do dr. Telésforo Viana, a fim de atraí-lo para a emboscada, com a ardilosa mensagem de que o capitão João de Lima estava passando mal no hotel e havia solicitado a presença do médico. Talvez desconfiado de alguma coisa, o dr. Telésforo Viana disse que não iria por já se achar recolhido àquela hora da noite, escapando, provavelmente, de ser mais uma vítima.Corria o ano de 1874. Era abril, dia 27, por volta das oito horas da noite. O fato aconteceu na então província das Alagoas, na pacata cidade do Pilar - de 9.811 habitantes, dos quais 8.463 eram livres e 1.348, cativos -, quando os escravos Prudêncio e Vicente resolveram ajustar as contas com o senhor, o capitão da Guarda Nacional João Evangelista de Lima. Foram auxiliados pelo escravo Francisco, cujo senhor era o renomado médico e membro do Instituto Arqueológico Alagoano, Joaquim Telésforo Ferreira Lopes Viana. Utilizando-se de um punhal no golpe inicial, os assassinos atraíram a primeira vítima, João de Lima, para o hotel que este possuía, onde, depois, desfecharam-lhe vários golpes de cacete e jogaram o cadáver na estribaria do estabelecimento.
       O crime fora minuciosamente elaborado, com as vítimas, aos poucos, compondo a ordem das tenebrosas conexões da trama macabra. Assim, compreende-se que o resultado, em parte, foi um "sucesso" arrasador, conforme relato do Jornal do Pilar: "... os cadáveres estavam mutilados, cobertos de talhos profundíssimos, com especialidade sobre a fronte e sobre o Os escravos roubaram das vítimas alguns pertences, furtaram os cavalos na cocheira do sítio e fugiram. Vicente foi preso no dia 1º de maio, no engenho Hortelã, ao sul da província alagoana. Francisco e Prudêncio abrigaram-se em Pesqueira, cidade da vizinha província de Pernambuco, onde reagiram à prisão em confronto com a Guarda Nacional. Na resistência, os escravos assassinaram um subdelegado junto com um praça; em revide, Prudêncio foi abatido pela tropa. Resolveu Francisco se render, foi algemado e escoltado para a cadeia de Maceió.
Imperador Pedro II
    Assim que o inquérito foi concluído e os escravos denunciados pelo promotor público da Comarca, dr. Aureliano Numeriano da Silveira, Vicente e Francisco foram indiciados como assassinos do nefasto crime. Passados dois anos da tramitação processual, lavrada a sentença, Francisco foi incurso no Art. 1º da Lei nº 4, de 10 de junho de 1835 e condenado à pena última. Vicente teve mais sorte: impetrou uma petição de Graça Imperial ao Poder Moderador e teve a vida poupada, pois não houve pronunciamento quanto a ele. Condenado à prisão perpétua, morreu, tempos depois, na cadeia de Maceió. O imperador, porém, negou clemência a Francisco e reiterou a pena de morte por enforcamento ao condenado. Entretanto, implicitamente, D. Pedro II aboliu, a partir desse exato momento, todas as penas de morte, comutando-as em prisão perpétua.
        À exata uma hora da tarde, Francisco subiu, com coragem, de degrau em degrau, o caminho da morte. Então, saltou e irrompeu em violento som o estrangular da asfixia e ouviu-se o estalar das vértebras cervicais. A cena deixou a enorme plateia de olhos arregalados e visivelmente horrorizada, inclusive algumas senhoras passaram mal ao assistirem tão triste cena. Em seguida, o cadáver foi retirado da forca e enterrado sem pompas no local da execução. Encerrado o espetáculo, a numerosa multidão retornou aos seus afazeres.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MITOS SOBRE A ORIGEM DA VIDA




       “Em todas as épocas e lugares, os homens sempre buscaram uma explicação para a origem do mundo. E, por isso mesmo, sempre tiveram muito medo de que um dia ele acabasse! Na bíblia, por exemplo, está escrito que Deus criou o mundo em apenas seis dias e descansou no sétimo, e no último livro do Novo Testamento lemos profecias terríveis sobre o destino da humanidade, como aquela que nos diz que o mundo pode terminar em um grande incêndio (o apocalipse). Os maias, no entanto, acreditavam que o mundo já havia sido criado, destruído e recriado várias vezes. E eles não viam nisso o fim dos tempos, pois haviam elaborado um calendário baseado na idéia de ciclos da natureza e da história [...] os deuses bons e maus é que comandavam os ciclos de criação e destruição do mundo. Você pode concluir, então, que os calendários sempre foram um instrumento muito importante para que as religiões de diferentes povos ficassem a origem do mundo e o começo dos tempos. Com isso, procurava-se explicar a história daquele povo sobre a Terra.”

                TURAZZI, Maria Inez e Gabriel, Carmem.Tempo e História, São Paulo. Moderna. 2000.






segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TRÁFICO NEGREIRO - ANIQUILANDO ETNIAS




     Com a expansão marítima europeia, no século XV, e a conquista do Novo Mundo, os europeus necessitaram de mão de obra para os seus empreendimentos nas novas terras conquistadas (América). Primeiramente, escravizaram os indígenas, os nativos da América, porém essa escravidão foi proibida pela Igreja Católica.
     Dessa forma, os portugueses, proibidos de escravizar os povos indígenas, tiveram que retornar ao continente africano e negociar a compra de escravos. A escravização de pessoas era uma prática antiga na África, no entanto, com os europeus empreendendo a compra de escravos naquele continente, o número de escravos aumentou.
      Assim, no século XV, o tráfico negreiro, ou tráfico de escravos, assumiu enormes proporções. Os Estados europeus instalaram feitorias e portos de abastecimento de escravos no litoral africano. Nessas feitorias foram embarcados os escravos que vieram para as colônias europeias na América nos navios chamados tumbeiros.
     Uma vez embarcados nos navios negreiros (tumbeiros), os escravos, oriundos de diferentes regiões e etnias africanas, eram tratados com extrema violência e recebiam pouca alimentação. Geralmente, eram maltratados e castigados sem nenhum motivo aparente e eram amontoados dentro dos navios tumbeiros em ambientes insalubres, propícios à proliferação de doenças.
     A travessia pelo oceano Atlântico constituía o início do sofrimento dos africanos escravizados que se destinavam à América. A viagem da África para o Brasil durava de 30 a 45 dias, conforme o lugar de partida e o de chegada. Com a chegada ao Novo Mundo, os navios negreiros eram conduzidos a diferentes portos e localidades na América, mas quase sempre os escravos tinham um destino em comum: os mercados, onde eram comercializados como mercadorias, rendendo altos lucros para os traficantes de escravos.
      No entanto, a partir de novas pesquisas realizadas por historiadores, não foram somente os europeus que organizaram o tráfico negreiro. Segundo o historiador Manolo Florentino (1997), no Brasil, nos séculos XVIII e XIX, várias pessoas se especializaram e investiram na compra de escravos na África. Muitos traficantes de escravos eram cariocas e mantinham as embarcações que traziam os escravos para o Novo Mundo. Quase sempre, os traficantes de escravos negociavam com os africanos com base no escambo, comercialização de mercadorias como aguardente, armas de fogo, pólvora, tecidos, entre outros, em troca das pessoas escravizadas. (FLORENTINO, 1997 apud JUNIOR, 2006).
       A escravidão na América perdurou por quase quatro séculos e milhões de africanos vieram escravizados para as terras do Novo Mundo. A proibição do tráfico negreiro ocorreu no Brasil no ano de 1850, com a lei Eusébio de Queiroz.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

AS COTAS! PARA MIM NÃO É POLÊMICA!



Para mim não é uma polêmica

Reflita meu pensamento
  
          Vamos iniciar com um exemplo: “Seu João trabalha em uma empresa onde produz móveis, ele fabrica diariamente 5 móveis, onde cada um custa 100 reais, suponhamos que seu João trabalha 26 dias no mês, ou seja, ele fabrica 130, fazendo as contas, os móveis produzidos pelo seu João resulta em 13 mil reais para a empresa, retirando as despesas, uns 2 mil de materiais mas o salário de seu João que é de R$ 620,00, a empresa lucra em cima do trabalho do seu João, aproximadamente 10 mil reais, isso é o mais-valia. Seu João mora em um bairro de periferia, tem um filho de 12 anos que tem que ajudar nas despesas. Meus caros, onde está a igualdade nesta história se referindo a oportunidades? O filho de seu João tem mais oportunidades do que as crianças de classe média? Vamos desenvolver o pensamento...
(Usei esse exemplo de um amigo e cunhado pois se encaixa na reflexão)

       Estes últimos dias estão havendo uma discussão sobre a obrigatoriedade de 50% das vagas nas universidades federais para alunos da rede pública, recebendo o nome de cotas. Em Goiânia alguns cursinhos fizeram manifestações contra a lei que já foi aprovada pela Presidenta Dilma. Esse modelo de cotas é um processo de discriminação? Existe igualdade entre as classes? De quem é a culpa? Do Estado que não propicia uma educação de qualidade que dará uma igualdade nas disputas de vagas em vestibulares? Tenho a certeza outra vez de que para mim, não tem polêmica. Como historiador, desenvolverei minha opinião usando números e lógico, os fatos históricos.
        Imaginem o dia 13 de maio de 1888, imagino as festas, comemorações dos negros com a assinatura da Lei Áurea, onde libertava os escravos, mas imaginam e refletiam ainda mais sobre o 14 de maio de 1888, isso mesmo, um dia após a assinatura. “Para onde vamos? O que iremos fazer agora?” perguntas que siceramente, devem ter suado entre os ex escravos. Vamos passear pela história. Desde o século XVII, o tráfico negreiro foi o depositador de negros em nosso país, cerca de 4 milhões de nativos da África chegaram aqui com a missão de trabalhar em lavouras e minas, um trabalho escravo, ou seja, sem direitos. Foram aproximadamente 3 séculos e meio de exploração que se uniram a humilhação ideológica e, prática. Mesmo que muitos digam que no início desta exploração, Portugal foi o grande responsável, mas após a independência continuamos a essa babáre. Temos culpa nesta história.
         Vejamos então, depois de tanto tempo sendo escravizados, mesmo depois da libertação, esse povo foi excluído da sociedade brasileira, até tentaram embranquizar nosso povo com o convite para os imigrantes. Ora, esse povo que ajudou a construir nossa nação foi incluida em nossa sociedade à apenas 25 anos. Se fazermos uma conta simples, percebemos que são duas ou três gerações após a abolição, muito pouco tempo, se pesarmos na exlusão também que durou até a década de 80. O País não deve REPARAR o dano? Nas escolas públicas a maioria são de negros! Nos bairros habitacionais a maioria são de negros! Nos Presídios a maioria são de negros! Em empregos considerados pesados e de salários baixos, a maioria é de negros! Justamente por causa do reflexo da escravidão que ainda é recente. Vou repetir, o Estado precisa REPARAR o danos causados, é um trabalho de reparação, simples.
        Portanto, é preciso sim usar o modelo de cotas para incluir essa classe ou raça menos favorecida. Mesmo que as escolas públicas sejam de qualidade, eles, os negros, precisam de uma reparação. Muitas pessoas usam a ideia de que as cotas são um preconceito, mas esquece que isso não está relacionado com o tema, o Brasil precisa se desculpar. Fazer manifestos contra as cotas é explicável: quem está no poder, não quer perder previlégios. Bom, se o vestibular é um seleção da natureza onde o mais fortes comem os mais fracos, então que os mais fortes se devorem.
         Vamos citar também que as escolas públicas também fizeram manisfestações que infelismente não foi noticiada pela mídia manipuladora de nosso estado. Acredito que somente as cotas sociais não resolvem os problemas, precisa de um incentivo dentro das universidades, para segurarem estes alunos. Também acredito que daqui alguns anos, todas as pessoas possam disputar em igualdade as vagas. Incluo também nossos indígenas, que estão a cada dia perdendo espaço e portanto se adaptando ao sistema, perdendo a identidade própria, fruto da atualidade.

Gabaritar uma prova não é sinônimo de inteligência!


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quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Ciclo na Prefeitura de Goiânia - Sem resultados


       A educação como solução, acredito muito nesta frase, nosso blog mostra que através de uma educação digna a sociedade, a mesma será muito mais instruída e portanto a mudança será para melhor em nosso país. Muitos lutaram, outros lutam por uma educação igualitária em nossa nação, pois todos sabem que para combater os males, um métodos de luta está na educação de nossa sociedade, de nosso jovens. Incentivar, investir na educação é obrigação do Estado e por isso quero expor minha opinião sobre a educação em ciclos, que particularmente para mim é um desastre. Teoria é diferente da prática, essa frase é antiga e se encaixa perfeitamente nesta situação, até porque nos corredores da Secretaria Municipal de Goiânia o método educacional é perfeito.

Como Funciona o Ciclo?

      É um sistema concebido como alternativa ao tradicional sistema de séries e na qual a avaliação é feita ao longo do ciclo – e não ao fim do ano letivo. O sistema de ciclos tem base no regime de progressão continuada, uma perspectiva pedagógica em que a vida escolar e o currículo são assumidos e trabalhados em dimensões de tempo mais flexíveis. Dessa forma, o aluno só poderia ser reprovado no fim de cada ciclo. O sistema de ciclos tem origem nos termos da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. A avaliação é contínua, se avalia tudo o que o aluno produz ou não. O aluno é avançado também em relação a sua idade, o que pode proporcionar algumas dificuldades relacionadas a leitura, interpretação, escrita que são sem dúvidas a base da educação de uma criança. O aluno que apresenta tais dificuldades é enviado ao reforço, que é chamado de acompanhamento, neste período, que é no mesmo turno, o aluno é acompanhado por um professor (pedagogo) para alcançar metas com intuito de diminuir suas dificuldades.

Como realmente funciona o Ciclo!!!!!!

    O sistema é falido, sem esperança de resultados positivos. As escolas municipais de Goiânia não tem a estrutura necessária para executar este método educacional. Alunos que são considerados semi-analfabetos estão na mesma turma de alunos bem avançados, onde este fato ocasiona um problema para os professores na hora de expor algum conteúdo, principalmente os professores de área. O acompanhamento deveria ser no contra turno, pois assim os mesmos alunos que frequentam podem assistir suas aulas em seu turno. Outro problema é falta de salas e recursos didáticos, aliás um problema velho. Além do mais, os alunos descobriram que não existe reprovação, então é um "deus nos acuda", já é normal que alguns adolescentes e crianças não se interessem tanto por conteúdos, um dos únicos incentivos era a avaliação escrita e a possível reprovação no final do ano letivo, mas agora nem estão se importando, pois sabem de sua aprovação.

    Não se pode ainda comparar nosso país com outros. Não existe uma conscientização bem elaborada para mostrar aos nossos jovens a importância da educação, a maioria só vê quando completa os 18 anos. Ainda precisamos pressionar usando formas de punição, porque não? O processo em nosso país deve ser elaborado em longo tempo. Talvez um dia não precisaremos punir, o jovem irá se conscientizar dessa importância.


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terça-feira, 17 de julho de 2012

A crise no nosso estado - 2012 o ano sem fim.


       Envergonhado, esse é o sinônimo de muitos goianos neste ano de 2012. São tantos os motivos que nos deixam com vergonha. O goiano se sente traído, humilhado, aliás mais um bom adjetivo que se aparelha a nós, a situação é humilhante. Além de sermos chamados de roceiros (que para a gente é uma qualidade com certeza), de Goiânia ser uma fazenda asfaltada, que Goiás é um estado atrasado, hoje nos deparamos com mais piadas. Somos chacota nacional. Escândalo do Cachoeira; Secretaria de Segurança Publica um ninho de cobras; Prefeito de Goiânia inaugurando obras e mais obras sem está finalizadas, isso por causa das eleições em outubro; até nossos times de futebol estão mal, que fase está nosso estado.
       Enquanto a Revista Veja fala em tecnologia na edição deste mês, outras revistas, como a Carta Capital, fala sobre o fim da vida política de Demóstenes. Uma medalha de prata para ele, pois foi o segundo senador a perder seu mandato em nosso país, isso ocorreu por denúncias e ligações suspeitas, uma posição a altura de seu comportamento e atitudes. É meu amigos, o problema só está no início, pois denúncias levam ao nosso governador também, que na verdade não me surpreende. Quanto mais ele nega, mais provas aparecem, e a cada dia que passa, se usa da força para esconder e censurar as tais denúncias. Repassando os fatos, dá até para imaginar a o poder do Cacheira aqui no nosso estado, ele era o real chefe. É, para quem dizia que Goiás é um estado atrasado, pelo menos no crime organizado somos elite, pois inclui do menor ao maior.
       Neste últimos meses quem está lucrando são os programas sensacionalistas, Balanço Geral e Chumbo Grosso, são dezenas de assassinatos. Dizem em grupo de extermínio, mas com certeza não é apenas este fator. Nossa Secretaria de Segurança Publica está precisando de uma limpeza urgente, precisa de investigar membros do baixo até o alto escalão. Nosso população se sente mais amedrontada com a polícia do que com marginais. Este fato me faz lembrar do inesquecível Leonardo Pareja, com certeza, onde ele estiver deve está dizendo: "Eu falei... eu falei, desde de 1996 eu alertei". O caos está estacionado no nosso estado, a greve da polícia civil mostra a frágil SSP-GO. O que está ruim pode piorar.
       Alguém já foi no mutirama? Passeou pela Rua 10 no centro? Marginal Botafogo? Todos esses pontos tem algo em comum, não foram finalizados. Como se entrega uma obra sem terminar? Isso é nossa prefeitura, que corre agora para entregar tudo o que foi prometido para chegar em outubro limpa para ganhar eleitores. Bom, nosso prefeito está trabalhando muito, até porquê ele aumentou seu salário que hoje é maior do que do governador. Goiânia está sendo pintada, pena que essa pintura não dura muito tempo e enquanto isso nossa saúde, educação está esquecida.
      Até nossos times de futebol estão mal, pois em situações difíceis, se usa do esporte para esconder a realidade, mas nem nisso se pode tocar em nosso território. Para muitos, o futebol é a alegria, mas que hoje e uma dor de cabeça. Neste ano 2012 só está na metade, mas já podia ter terminado. Uma crise que parece não ter fim.







segunda-feira, 9 de julho de 2012

REVOLTA CONSTITUCIONALISTA - OUTRA VISÃO


 Dia 9 de julho é comemorado pelos paulista, pois foi neste dia no ano de 1932 que os mesmos se rebelaram contra o governo federal, o Estado Provisório de Getúlio Vargas. Alguns pedidos de alunos do Ensino Médio me fez pesquisar sobre o tema e escrever sobre os fatos e mostrar meu olhar que na verdade é o olhar de muitos historiadores. O assunto é um fato histórico nacional mas quando se mexe e coloca em jogo alguns aspectos contrário aos paulistas, se torna polêmico. Como Marc Bloch nos mostrou, vamos relembrar o fato e tentar opinar do presente ao passado, até porquê a história é a ciência dos homens no tempo. Esta "Revolução" (termo usado por alguns livros, mas que no meu entendimento não se encaixa neste momento da história, pois não houve mudança) de 1932 aconteceu em São Paulo e foi uma insurreição contrária ao novo quadro político que se instaurou no país após a Revolução de 1930.

       Vamos aos fatos: as elites paulistas, as classes mais favorecidas pelo sistema que vigorou na Primeira República, almejavam, com essa agitação, reaver o domínio político que haviam perdido com a Revolução de 1930. Além deste fato, a demora do governo provisório de Getúlio Vargas em convocar a Assembléia Constituinte suscitava muita insatisfação, especialmente no Estado de São Paulo. No começo do ano de 1932, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático (PD) lançam uma campanha a favor da Carta Constitucional do país e do término da interferência federal nos estados.

    A repercussão popular é grande, o sentimento de patriotismo (manipulação) brota nos corações paulistas, tornando mais forte o ideal de liberdade e a disposição de se lutar por ele. No dia 23 de maio de 1932, durante a realização de um ato político no centro da cidade de São Paulo, a polícia coíbe os manifestantes, ocasionando a morte de quatro estudantes. Em homenagem a esses quatro jovens, o movimento passa a chamar-se MMDC – iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os mortos – e amplia a base de apoio entre a classe média. Em 9 de julho começa a rebelião armada (Talvez o melhor termo a ser usado), está deflagrada a Revolução Constitucionalista. Um grande número de civis ingressa espontaneamente no corpo de infantaria e é transferido para as três grandes frentes de batalha, no limite entre Minas Gerais, Paraná e Vale do Paraíba.

      O Estado se mobiliza, milhares de pessoas de todas as classes sociais doam pratarias, jóias e alianças para ajudar financeiramente a revolução e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp – incumbiu as empresas brasileiras de fabricar armamento militar. Organizações civis forneciam fardas, auxílio, alimento e ajudavam na inscrição de voluntários. Todo o Estado, unido, trabalhava com garra para a vitória da causa paulista.

     Os comandantes militares, Isidoro Dias Lopes, Bertoldo Klinger e Euclydes Figueiredo, no entanto, sabiam que as forças federais eram superiores. Eles contam com a união e a ajuda garantida por outros estados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Mas o apoio não chega, e São Paulo é cercado pelas tropas legalistas. Após ajustes, envolvendo indulto aos rebeldes e facilidades para o exílio dos líderes civis e militares do movimento, os paulistas anunciam sua rendição em 3 de outubro de 1932.

      Expondo este acontecimento, não estou aqui defendendo os paulistas e nem mesmo o Estado de Getúlio, ser contra e se rebelar a um estado ditatorial é sem dúvidas, digno das minhas palmas. Não se pode aceitar que um sistema ou estado divulgue seus métodos cruéis e nada se faz contra. A luta contra a opressão deve viver, acredito que com a luta de todos, podemos mudar algo. Mas em São Paulo em 1932, não se pode falar em uma Revolução, não queriam uma mudança, e sim poder, que aliás se voltarmos na história, eles, os paulistas perderam na Revolução de 1930. Eles só queriam poder de volta, e é lógico que estou falando da elite paulista. E como já vimos durante toda a história, a população foi manipulada. Lembram da Independência? Dos Caras Pintadas? Podia ficar aqui citando vários episódios do mesmo objetivo. Se deve sim comemorar essa data, pois existiram combatentes, mortes, heróis e com isso escreveram se na história nacional. Somente isso. Não a mais nada há comemorar, até porquê a mesma elite que comandava na época deixou descendentes que reinam no estado, estado este que compara como um país dentro do Brasil.